NATAL SIGNIFICA O QUE MESMO?
Faz muito tempo que, todos os anos, vemos algo irracional demais para ser explicado ocorrendo nesta época. Trata-se de uma distorção a respeito da festa de Natal. Oras, a própria palavra explica do que se trata, mesmo não explicitando acerca de quem, diz que é a comemoração do nascimento de alguém, e pela importância que se dá a esta comemoração, é claro que é o nascimento de alguma pessoa importante. A festa de Natal é particularmente cristã, pois comemora justamente o nascimento da pessoa mais importante para nós cristãos, o nascimento do próprio Cristo, que foi enviado por Deus pai para andar entre nós e deixar algumas dicas, alguns recados de como viver de uma forma digna e merecedora do descanso de nossa alma quando nosso corpo não estiver mais aqui, vivendo, respirando e pulsando entre os humanos, mas é comemorada também por muitos que não são cristãos, que não seguem o cristianismo, mas nesta época fazem demonstrações de amor e carinho pelo próximo, das mais diversas maneiras.
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| Imagem da WEB |
Então, o que tem demais acontecendo e que possa ser considerado irracional o entendimento de tal coisa? É que tem uma outra figura roubando a cena faz tempo no Natal. Trata-se do Papai Noel, um ícone aparentemente inocente, chamado algumas vezes de "bom velhinho", mas que me faz lembrar daquelas colocações que vemos acerca do diabo tentando enganar um crente, se fazendo passar de bom para que o mal ocorra. O tal "bom velhinho", para muitos é a personalidade principal do Natal, deixando um recado de que a vida é uma festa e que todos são felizes, e que felicidade é ter, ganhar, consumir, em detrimento de qualquer coisa. Não é, nunca foi. A mensagem que o Natal deve passar é que devemos ser felizes sim, todos e cada um, mas não pelo ter, e sim pelo ser, ser cristão, ser pai, ser mãe, ser marido, ser esposa, ser alguém que vive a vida de uma forma que se não puder ajudar, não atrapalha aos outros, se não puder construir, também não destrói, e assim vive de uma forma que sua existência se torne um tijolo firme na história humana aqui na terra.
Os recados de Jesus são simples demais para não serem observados, seguidos, porém muitos não conseguem interpretar corretamente estes recados e vivem bem longe da forma que ele disse que seria a correta de viver. Uma coisa me preocupa, e isto também é meio complicado de entender, mas vejo hoje em dia muitos que se dizem cristãos estarem um tanto quanto preocupados em ter coisas, como dinheiro, carros, casas de alto padrão, status social, e repito, pessoas que se dizem engajadas na obra de divulgar o Cristo e a Fé Nele. Oras, se Ele voltasse a terra, por acaso iria se hospedar onde mesmo? Na mansão? Ou iria procurar casas simples onde existem pessoas com muitas necessidades e onde ele pudesse fazer algo para ajudar essas pessoas a terem uma vida menos sofrida? O problema não é querer ter estas coisas, o problema é se sentir mal se a vida não te der tudo isto, aceitar ser como somos, e a simplicidade de que tudo que for nosso de alguma forma virá até nossas mãos. Olhai os lírios do campo, eles não tecem nem fiam, porém nem Salomão em toda a sua glória se vestiu com vestes tão brancas e lindas, olhai as aves do céu, elas não plantam nem colhem, porém nunca lhes falta o alimento. Mais simples a mensagem não poderia ser, quem tiver ouvidos, ouça.
Quanto ao "estelionatário" do Natal, bem, cada um acredita no que for conveniente, só não deveríamos dar tanta importância a um ícone sem referência definida, e que não faz mais do que iludir, muitas vezes fazendo crianças terem expectativas de que terão algo que a vida dificilmente poderia lhes dar, por que frustradas nisto, podem se tornar pessoas amargas e descontar em outros esta frustração. Eu quis muito quando criança uma bicicleta nova, e o "bom" velhinho nunca foi realmente bom comigo, nunca me deu, e eu demorei para absorver esta perda e entender que não tínhamos condições mesmo. Por sorte minha mãe sempre nos ensinou religião e o Natal pra mim tinha mais a ver com Jesus, senão, acho que até hoje não teria perdoado o velho.
Quanto ao "estelionatário" do Natal, bem, cada um acredita no que for conveniente, só não deveríamos dar tanta importância a um ícone sem referência definida, e que não faz mais do que iludir, muitas vezes fazendo crianças terem expectativas de que terão algo que a vida dificilmente poderia lhes dar, por que frustradas nisto, podem se tornar pessoas amargas e descontar em outros esta frustração. Eu quis muito quando criança uma bicicleta nova, e o "bom" velhinho nunca foi realmente bom comigo, nunca me deu, e eu demorei para absorver esta perda e entender que não tínhamos condições mesmo. Por sorte minha mãe sempre nos ensinou religião e o Natal pra mim tinha mais a ver com Jesus, senão, acho que até hoje não teria perdoado o velho.
Moacir Carocia, em 22/12/2013

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