domingo, 25 de janeiro de 2015

VOCÊ É NORMAL? SIM... E NÃO, CLARO!

Quem é normal?

A humanidade, pelo menos esta que conhecemos, tida como civilizada, sempre viveu sob regras ditadas, as mais diversas. Estas regras nos dizem como nos portar diante das situações com que nos deparamos e tentam dirigir nossos atos com a intenção de formatar nossos comportamentos. Agindo assim tudo o que fizermos pode ser visto como normal aos olhos dos demais membros de tal sociedade.

Eu pergunto: "Quem é normal?"

Eu mesmo respondo: "Todos e ninguém!"

Imagem: WEB

Isso mesmo. Todos nós somos normais, cada um ao seu modo mas todos o somos. Vivemos em um meio social, e cada um tem seu próprio perfil de acordo com esse meio. Família, trabalho, estudos, esportes, enfim, todos nós temos nossa posição diante da sociedade relacionada com o que somos e fazemos, e cada um vive de acordo com as regras, formais ou não, que seu meio exige.

Isto parece óbvio, aparentemente um sistema só funciona se as rotinas forem repetidas, se todos fizerem sempre o que tem de fazer e tudo acontecer da forma que tiver de acontecer, caso contrário algum elo do sistema se rompe, certo? Nem sempre. Um político corrupto, um aluno que mata aula, um cônjuge infiel, um semáforo vermelho furado, uma pisada mais funda pra chegar logo ao fim da viajem, enfim, de diversas maneiras, das mais simples às mais complexas, todos nós em algum momento fazemos coisas que vão contra as regras que nosso meio impõe.

Assim, o que imaginar sobre quem "quebra" regras? Devemos de alguma forma considerar quem costuma praticar esses pequenos (ou nem tão pequenos assim) desvios como uma pessoa a quem não podemos enquadrar como normal? Ou devemos acreditar que cada um colhe sempre o que planta e que o universo conspira a favor ou contra dependendo do peso dos atos de cada um? Que tal pensarmos que cada um é livre para ser o que quiser em vez de simplesmente julgar?


Imagem: WEB

A verdade é que regras geralmente existem com o propósito de dar algum conforto ou mesmo conformação a um todo e por isso quem as segue é considerado "normal". Assim, quando se diz que devemos falar baixo em determinado ambiente, como hospital ou teatro, quer dizer que o momento ali exige esse tom baixo, a fim de proporcionar o bem estar de qualquer um que esteja naquele local. O mesmo ocorre com nossas atitudes, nossos comportamentos. Por isso usamos roupas, por isso pagamos nossas contas, por isso passamos horas estudando pra provar que sabemos na escola ou faculdade, por isso cumprimentamos pessoas quando chegamos ou saímos de acordo com o costume local.

Esta relação entre cumprimento de regras e ser normal bem que poderia encerrar esse assunto, porém sabemos que isto está longe de ser o ponto final da questão, principalmente se levarmos em conta que tudo o que fazemos sempre é demandado por alguma razão, que explica ou não nossos atos.

Como não cabe a ninguém julgar as atitudes dos outros e muito menos exigir que estes vivam de acordo com as regras que impomos a nós mesmos, diz a lei da boa convivência que respeito é uma palavra de equilíbrio, bem como uma peneira que irá selecionar entre tudo o que acontece as atitudes que realmente denotam o que é ou não um comportamento aceitável. Desta forma, do universo enorme de pessoas com quem convivemos, conseguimos enxergar a maioria delas como "normais", embora algumas nem sejam tão normais assim. E você, já parou para pensar se é normal?

Moacir Carocia, em 25/01/2015